Mica Mídia Cards comprou a concorrente Mister Egg, de Marco Fabossi Júnior, e conseguiu mais 300 locais de distribuição de cartões publicitários na cidade de São Paulo. Com isso, a empresa – primeira no Brasil a realizar esse tipo de divulgação, desde 1998 – passa a disponibilizar os postais em 1,5 mil estabelecimentos da capital.

Para Fernando Reis Júnior, presidente e um dos fundadores da Mica, o trunfo da companhia está na preparação. “A mídia em cards consiste em logística, distribuição, algo que depende muito de estrutura e investimento”, afirma. Segundo ele, a empresa faturou R$ 4,2 milhões em 2008, com expansão de 63% no primeiro bimestre em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa é crescer de 25% a 30% em 2009.

Em todo o território nacional, cerca de 2,5 mil pontos comerciais são parceiros de distribuição e estão relacionados na forma de roteiro cultural-gastronômico no portal da empresa, que deve ser reformulado ainda neste ano. O guia inclui atrações de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco, além do Distrito Federal.

Os locais que participam da rede de distribuição da Mica pagam apenas metade do valor estabelecido por uma tiragem de postais (que deve ter, no mínimo, 5 mil peças). Apesar de o foco abranger pessoas de 18 a 40 anos das classes A e B, cada ambiente é classificado em um subgrupo: executivo, cultural, jovem e happy hour.

A idéia simples de estampar elementos de comunicação dos clientes em retângulos de papel-cartão reúne 161 membros na comunidade Postais Publicitários, do Orkut. No mesmo site de relacionamentos, o grupo Eu Coleciono Mica Mídia Cards conta com 749 participantes.

Conhecidos informalmente pelo slogan “um outdoor de bolso” quando começaram a circular no País, os postais comerciais foram criados na Espanha, em 1985. Ganharam popularidade nos anos 90 e hoje algumas edições se tornaram raridades disputadas entre os admiradores. Existem até cotações especiais no mercado paralelo mantido pelos fãs, algo já consolidado na Europa. De acordo com Reis Júnior, alguns valem até 500 euros e a relação com o colecionador faz parte do trabalho. “Mantemos um mailing list com pessoas de todos os Estados que entram em contato pedindo determinados postais”, conta.

Notícia enviada por Renato Ranazzi – M&M online

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